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12 de fevereiro de 2020

CONHEÇA AS TENDÊNCIAS EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA O SETOR DA SAÚDE EM 2020

Pesquisa do MIT aponta como a IA já está sendo usada no setor de saúde nos Estados Unidos e onde as empresas pretendem investir mais neste ano

CONHEÇA AS TENDÊNCIAS EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA O SETOR DA SAÚDE EM 2020

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com mais de 900 profissionais de saúde pelo MIT Technology Review Insights em associação, com a GE Healthcare, mostrou que 72% dos entrevistados têm interesse em implementar a inteligência artificial nos locais de trabalho, seja para melhorar atendimento aos pacientes ou agilizar processos internos.

A verdade é que os profissionais de saúde daquele País já usam as soluções em IA criadas pelas health techs para aperfeiçoar alguns processos, como análise dos dados, diagnósticos, além de definições sobre tratamentos. E o que é importante, sem abrir mão da equipe médica.

Os médicos e enfermeiros passam a estar, em alguns desses casos, livres de trabalhos administrativos e burocráticos para exercer o cuidado clínico.

Máquinas em prol dos médicos

A constatação do relatório é de que as máquinas estão, cada vez mais, funcionando para os médicos. Sem a tecnologia da inteligência artificial, muito tempo de consulta do paciente é gasto inserindo dados, sem que haja uma extração eficiente deles.

Entre os gestores do setor de saúde americano entrevistados, 80% acreditam que a IA está ajudando a melhorar as oportunidades de receita da empresa e 81% avaliam que a tecnologia vai deixar também os seus fornecedores mais competitivos, e 79% dizem que vão aumentar o orçamento em aplicações de IA em 2020.

Inteligência artificial ativa na saúde

Entre todas as empresas consultadas pelos pesquisadores, 39% dizem já adotar a tecnologia de inteligência artificial. A atividade que mais tem recebido investimentos nesse sentido é a de diagnóstico e exames de imagem, com 43% das empresas já usando a tecnologia. “O que vemos é que a tecnologia apoia decisões”, disse à MIT Review Michael Brady, professor de imagens oncológicas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e empreendedor no segmento de health techs.

Otimização do fluxo de pacientes e análise preditiva vêm na sequência, com 41% das empresas aderindo às novas soluções. Já automação de registros eletrônicos de saúde por meio de ferramentas de processamento de linguagem natural, com 40%, é outra atividade que já recebe investimentos em tecnologia inteligente para automação.

Apostas para 2020

Está no radar das empresas de saúde para o futuro próximo a utilização da tecnologia para wearables para medir funções vitais, triagem ativada por inteligência artificial e até mesmo diagnóstico automatizado. “A IA pode sintetizar várias perspectivas a partir de dados e insights fornecidos por pacientes e profissionais de saúde”, diz o relatório. Com isso, é possível monitorar o bem-estar de forma contínua e trabalhar na prevenção com eficiência.

A IA precisa trabalhar para profissionais de saúde como parte de um ecossistema robusto e integrado, conclui o relatório. Para tanto, é preciso ainda humanizar a aplicação.

Quanto mais próxima das habilidades humanas mais refinadas, mais ela será entregue às funções centrais da saúde e garantirá maior retorno sobre investimento às empresas do setor. Mas Bijoy Khandheria, cardiologista do Aurora International e executivo do Health Program do Aurora Hospital, em Milwaukee, Wisconsin, afirma que, por mais eficiente que seja o robô, a participação humana será fundamental.

“Os humanos não estão indo embora, eles apenas tomarão decisões mais inteligentes, com menos erros”, diz Bijoy Khandheria.

Fonte:
Whow!
Autor:
Whow! - por Raphael Coraccini
Publicado em:
29 de janeiro de 2020

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