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Região Portuária Cidade do Rio

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7 de março de 2018

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: MUSEU DO AMANHÃ PROMOVE SEMANA COM ATIVIDADES TEMÁTICAS

Estão em foco: violência de gênero, mercado de trabalho, diversidade de raça, transexualidade, entre outros assuntos

porto

O Museu do Amanhã comemora o Dia Internacional da Mulher (8/03) com semana dedicada às lutas históricas das mulheres há mais de um século. A programação de “O Amanhã é aqui e o agora é das mulheres” inclui diversas atividades de 6 a 10 de março (terça a sábado). A intenção é reunir mulheres notáveis para debater temáticas relacionadas à violência de gênero, mercado de trabalho, diversidade de raça, classe, além de muitos outros assuntos que atravessam os lugares sociais das mulheres na sociedade contemporânea.

“É importante destacar que as atividades pretendem incluir todas as mulheres esquecidas pela história”, ressalta Laura Taves, gerente de Educação e Relações Comunitárias do Museu do Amanhã. “A categoria ‘mulher’ é bastante complexa e diversa. Se ‘ninguém nasce mulher, torna-se mulher’, como afirma Simone de Beauvoir, existem vários fatores que constroem essa identidade, que é múltipla e rica. Por isso, questões relacionadas à transexualidade, raça, classe e acessibilidade estão entre os temas fundamentais dos nossos encontros.” As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo site.

Confira a programação abaixo:

08.03 (quinta)

9h às 12h | Exibição do minidocumentário ‘Meninas de 10 Anos’ | Observatório

No ano passado, meninas de várias partes do Rio de Janeiro, de diversas camadas sociais e histórias diferentes, participaram do evento “10 meninas na construção dos amanhãs”. Um ano depois, as meninas voltam para contar um pouco sobre o que aconteceu nesse período e como a experiência de compartilhar seus sonhos e vivências impactaram suas vidas.

15h | Debate “Gênero, educação e mercado de trabalho” | Observatório

Mesmo com nível de escolaridade maior em relação aos homens, muitas brasileiras ainda têm menor acesso ao mercado de trabalho. Segundo a última edição do relatório Global Gender Gap, lançado pelo Fórum Econômico Mundial, a participação masculina no mercado brasileiro é 25% superior. Ainda de acordo com este estudo, nesse ritmo, precisaríamos de 170 anos para equiparar a diferença salarial entre homens e mulheres. O que é possível fazer para que as diferenças diminuam ainda no nosso século? Uma mudança nas próximas décadas é possível? Participantes: Bila Sorj, professora titular do Departamento de Sociologia da UFRJ; Flávia Oliveira, jornalista; com mediação de Verônica Daflon, doutora em Sociologia e co-criadora do projeto Mulheres no Jornalismo, contra o assédio em redações

09.03 (sexta)

15h | Mesa “Mulher e divulgação científica” | Observatório

Falar de ciência não é apenas traduzir termos de alta complexidade. O contato com a ciência também pode inspirar muita gente a seguir uma carreira na área. Mas muito ainda precisa ser feito para aproximar mulheres da ciência. Quais são alguns projetos de divulgação científica liderados por mulheres no Brasil? Que iniciativas são feitas para aproximar a ciência de meninas, jovens e mulheres? Convidadas: Patrícia Spinelli, astrônoma do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST); Luisa Massarani, pesquisadora de Divulgação Científica e coordenadora do mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC)/Fiocruz.

10.03 (sábado)

11h às 12h | “Converse com uma cientista” | Terreiro de Curiosidades

Nesta atividade, mulheres cientistas conversarão com o público, que pode perguntar o que quiser no tempo estabelecido – serão poucos minutos. Em seguida, um alarme toca e as pessoas precisam trocar de cientista e conversar com outra pesquisadora. Atividade para o público espontâneo/visitantes, sem necessidade de inscrição prévia. Convidadas: Elisabeth Zucolotto, astrônoma, pesquisadora de meteoritos e chefe-substituta do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ; Alice Cunha, engenheira nuclear, medalha de ouro na Olimpíada Mundial de Energia Nuclear em 2015; Karín Menéndez-Delmestre, pesquisadora do Observatório do Valongo; Marina Baltar, engenheira de mobilidade da CET Rio; Irina Nasteva, pesquisadora de física de partículas da UFRJ; Erika Rossetto, coordenadora de controle orbital de satélites na empresa Star One e membro diretora do Space Data Association (SDA). 14h30 às 18h | “Lugar de Mulher é...” – Duas Mesas especiais ocupam a programação da tarde

“Mulher e Política” | Auditório

Como as mulheres vêm sendo tratadas por políticas públicas no Brasil? Como leis e programas especiais têm mudado desde o fim da ditadura? Será que melhoramos? Será que involuímos? Nesta mesa de discussão, mulheres tratarão da luta feminina por políticas melhores no Brasil, pelo direito de opinar, participar da vida pública e por muitos que já foram conquistados e tantos outros que ainda falta conquistar. Convidadas: Maria Aparecida Abreu, advogada e doutora em Ciência Política pela USP; Patricia Luiza Ferreira, doutora em Educação e professora do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES; Talíria Petroni, professora de história e vereadora na Câmara Municipal de Niterói.

“Mulheres Negras na Ciência” |Auditório

Ser mulher e fazer ciência não é fácil, no Brasil ou não. Ser mulher, negra, de origem humilde - e fazer ciência - é ainda menos fácil. Por que ainda há tão poucas mulheres negras fazendo ciência no Brasil? Quais são os obstáculos a mais que elas precisam enfrentar? Como contornar estes obstáculos? Convidadas: Joana D’Arc Félix de Souza, PhD em Harvard que superou a fome e o preconceito e, atualmente, soma mais de 70 prêmios em sua carreira; Sônia Guimarães, primeira negra brasileira a ter um doutorado em física, professora do ITA e fundadora da ONG Afrobras; Rosália Lemos, doutora em Política Social na Universidade Federal Fluminense e professora do IFRJ − Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Imagem: reprodução

Fonte:
Porto Maravilha
Autor:
Porto Maravilha
Publicado em:
5 de março de 2018

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